Porto de Paranaguá liderou a movimentação, com 5,9 milhões de toneladas, seguido por Rio Grande, com 2,7 milhões de toneladas.
Publicado em 19/01/2026 15h09 Atualizado em 19/01/2026 15h51

O Porto de Paranaguá liderou a movimentação, com 5,9 milhões de toneladas – Foto: Portos do Paraná
Amovimentação aquaviária nos portos organizados da Região Sul alcançou 11,4 milhões de toneladas em novembro de 2025. Segundo dados do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq), o volume representa um aumento de 26,08% em relação ao mesmo período do ano anterior e o resultado se deve ao desempenho do granel sólido, da carga conteinerizada e do comércio exterior.
O granel sólido respondeu pela maior parcela da movimentação regional, com 6,7 milhões de toneladas, crescimento de 28,56%, refletindo o ritmo de escoamento da produção agrícola. A carga conteinerizada somou 2,9 milhões de toneladas, com alta de 29,80%, enquanto a carga geral atingiu 1,2 milhão de toneladas, avanço de 21,15%. Já o granel líquido movimentou 585 mil toneladas, com variação negativa de 1,62% no comparativo anual.
Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os números indicam a consolidação de um modelo logístico mais eficiente. “Os números mostram que a navegação vem ganhando eficiência, com redução de custos operacionais, maior previsibilidade e melhor integração com outros modais, o que fortalece o escoamento da produção e o comércio exterior”, afirmou..
Destaques
O Porto de Paranaguá liderou a movimentação, com 5,9 milhões de toneladas, seguido por Rio Grande, com 2,7 milhões de toneladas, e São Francisco do Sul, com 1,6 milhão de toneladas. Os portos de Itajaí e Imbituba também contribuíram para o resultado, evidenciando a distribuição da atividade portuária na Região Sul do país.
No recorte por mercadorias, os contêineres se mantiveram como a principal carga, com 2,9 milhões de toneladas, seguidos por adubos (fertilizantes), com 1,7 milhão de toneladas, além de milho e soja, ambos com 1,5 milhão de toneladas, e açúcar, com 715 mil toneladas, confirmando a forte vinculação da região com o agronegócio e a indústria.
Quanto ao perfil do transporte, o longo curso concentrou a maior parte da movimentação, com 9,9 milhões de toneladas, crescimento de 27,76%, impulsionado pelo avanço das exportações, que registraram alta de 48,90%. A cabotagem movimentou 608 mil toneladas, com crescimento de 10,82%, enquanto as vias interiores alcançaram 283 mil toneladas, aumento de 13,63%. As importações apresentaram retração de 1,79%, e o transporte nacional cresceu 12,86%.

