Secretário executivo Dario Durigan defende pilares de soberania, segurança e justiça tributária

Na mesa final do III Congresso Tributário Aduaneiro, ele ressaltou os valores básicos que precisam ser perseguidos diariamente na construção de um país mais justo para todos.

Publicado em 31/10/2025 19h09Dario Durrigan (C) participa da sessão de encerramento do III Congresso, ao lado do secretário da Receita, Robinson Barreirinhas, e da secretária adjunta Adriana Gomes Rêgo – Foto: André Corrêa

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, participou na quinta-feira (30/10), em Brasília (DF), da mesa de encerramento do III Congresso Tributário Aduaneiro da Receita Federal. Ao lado do secretário especial Robinson Barreirinhas e da secretária especial adjunta Adriana Gomes Rêgo, ele destacou os pilares que devem orientar a atuação do Fisco brasileiro na busca de um país mais justo, seguro e comprometido com o interesse público.

De acordo com Durigan, a atual gestão do Ministério da Fazenda será lembrada por perseguir e deixar um legado baseado em três pilares: soberania, combate ao crime organizado e justiça tributária. “A instituição é fundamental, mas às vezes deixamos de lembrar o que nos motiva, o que dá sentido e movimento ao nosso trabalho: os valores básicos”, afirmou.

Ao tratar do primeiro pilar, o secretário-executivo ressaltou a atuação sólida da Receita Federal na afirmação da independência nacional. “Como se revela a soberania brasileira? E ela se revela nas nossas zonas de fronteira, nos nossos portos, aeroportos, na exigência dura e austera, mas ao mesmo tempo correta e justa, da aplicação da regra tributária. Na observância do cumprimento da legislação penal no Brasil, cujo papel da Receita é fundamental”, disse.

Segundo ele, defender a soberania exige exercício cotidiano, ancorado na valorização institucional e na confiança da sociedade no poder público. “É importante olhar para a regra brasileira, para o nosso direito tributário e para a Receita com orgulho: construímos um arcabouço muito bonito, inspirado desde o começo pela soberania, que precisamos recordar e cumprir.”, completou

Inteligência e cooperação

Durigan defendeu a segurança como segundo pilar. De acordo com o secretário-executivo, uma abordagem baseada em inteligência e cooperação, em lugar da força desmedida, é a chave para construir “uma sociedade mais segura, em todos os sentidos”. Ele destacou o trabalho integrado da Receita Federal com a Polícia Federal, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) e a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) no combate à criminalidade econômica e à lavagem de dinheiro.

“A Receita Federal tem atuado com destaque, especialmente nas operações mais recentes, como a Carbono Oculto, e em ações sobre o setor financeiro”, parabenizou Durigan pela atuação dos servidores. “A gente tem conseguido fazer valer a lei de maneira inteligente e estratégica, cumprindo a persecução criminal contra o crime organizado no andar de cima, que irriga o crime organizado. Desbaratando a lavagem de dinheiro, a intermediação fraudulenta, para chegar em resultados que serão os mais efetivos possíveis, muito mais efetivos do que a gente empilhar corpos por aí”, completou o secretário-executivo.

No terceiro pilar, justiça tributária, Durigan reafirmou o compromisso do Ministério da Fazenda com um sistema mais progressivo e eficiente, que alivie quem vive do trabalho e tribute a renda onde ela de fato está. Entre as medidas, citou o ajuste nas regras de fundos exclusivos e offshores, a revisão de subvenções do ICMS, a tributação das apostas on-line e as mudanças no preço de transferência. “Aprendi isso durante a minha vida com os meus pais, com os meus professores e ter a oportunidade de concretizar ou de dar um passo à frente no sentido de uma legislação tributária mais justa, ou seja, que tribute a renda onde a renda está e que amenize um pouco a tributação sobre o salário”, disse.

“Tudo isso é muito relevante e apesar de básico, e de muitas vezes a gente se pegar preso no dia a dia olhando os textos normativos, as instruções, muitas vezes a gente perde vista os grandes valores que nos inspiram. […] Esses três temas devem nos orientar, como já estão nos orientando. É uma reflexão compartilhada por um país melhor. […] Estamos caminhando para a reta final desses quatro anos de gestão, sempre muito focados em deixar esse legado de soberania, combate ao crime organizado e ao mal feito e ter uma tributação mais justa num país que tem um histórico muito difícil e injusto”, concluiu.

Fonte: https://www.gov.br/fazenda/pt-br/assuntos/noticias/2025/outubro/secretario-executivo-dario-durigan-defende-pilares-de-soberania-seguranca-e-justica-tributaria

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